Deixo a sala. O peito contrai ao ver a sua decadência. Não quero gravar momentos como estes na memória, pois é mais fácil recordar os tempos em que corria atrás de mim.
É estranho. Desde o momento em que da sua memória o meu nome foi apagado pelas circunstâncias que não vertia uma lágrima e a cada fim de semana que passa, ao constatar a decadência de todas as suas funções motoras, refúgio-me num estoicismo balofo que apenas me contrai.
São factos, são cursos; é o terminar de uma vida.
São factos!
Todavia, também são factos a tristeza que é latente na sua face, tristeza essa que me quebra com uma sensação de impotência, onde a consciência martiriza as acções e pensamentos que são sugeridos em vão.
E com um "também gosto muito de si" moribundo retiro-me. É demais para mim tanta decadência impotente e cada dia que passa esta impotência pesa mais, onde o trabalho me fortifica e o prazer me desgasta.