quarta-feira, 9 de março de 2011

Ensaio sobre o trabalho

Durante meses trabalhei de forma arrumar o passado para que de forma límpida vivesse o presente. Pequenas arestas que foram limadas pelo objectivo da construção de algo em comum. Libertei o meu eu dando espaço a entrares. Foram escolhas lógicas e emocionais numa conjuntura perfeita de equilíbrio dinâmico em que tudo caminhava para lá do horizonte.
Actualmente é a mim que me incomodam situações, contextos por detrás das palavras. Um assistir pacientemente ao arrumar do passado, à libertação desse para a vivência plena do presente com ânsia num futuro. Incomoda-me, amedronta-me a sensação de injustiça. O sentir a exigência a correr nas veias impulsionando o trabalho na óptica do tu é contrariada pela mutilação dos actos em cousas passadas.
Repetidamente a história repete-se, o não cortar de amarras mantêm-se.
Abaixo os jogos de ego pois uma das minhas premissas é aumentar-te esse ego. O querer perfeito das conjuntura. O olhar de orgulho, vaidade pela companhia. Emoções que devem ser constantes deitando abaixo o estar pelo medo. Por isso dei o espaço, a compreensão, a tranquilidade!

(momento de pausa)

Irracionalidade momentânea, medos que surgem à superficie, lágrimas que caiem pelo turbilhão mental, instabilidade latente na presunção de razão.
Querer.
Fazer.
Trabalhar.

(momento de pausa)

(momento de pausa)

(momento de pausa)