A mil deambulei por entre as ruas, avenidas e marginais.
Corri o mundo num espaço ambíguo entre cenários (sur)realistas, onde as hipóteses corriam e escorriam num instrumentalismo que é ontologicamente errado. Mas quis! As constatações positivas, mesmo sendo fruto de correlações lineares negativas, trazem o sorriso e a satisfação como uma espécie de Segundo Óptimo de Pareto. (Sejamos práticos e valorizemos o que de positivo há!).
Contudo...
Contudo...
Paralela, intercalada, e dinamicamente a outra parte do eu, para além do enfeito side, (oh quão útil é a máxima de Gil Vicente); esse eu ...
Bem ...
Esse eu, e sejamos francos na fragilidade do presente, evitando as negações, não falsas ou verdadeiras, mas sim inúteis ou úteis; esse eu anseia, deseja, quer, e grita pela presença do verdadeiro contraponto da balança.
(...)
Não sendo o que queria, era o que me completava.
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
... a dor imobiliza-me e impede-me de agir. Não consigo ir falar, não consigo convidar-te, não consigo estar por acção minha. Preciso de ti, preciso que fales, que convides, que estejas. Só assim conseguirei mover-me. Sinto o corpo rasgado em sangue e isso impede-me de agir, por mais que até o queira.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Concretamente
Concretamente.
Tremi só de ver o teu sinal. Queria ir falar contigo, mas não fui capaz. Ir falar contigo leva-me a pensamentos surreais expresso em imagens de um sorriso rasgado e um olho brilhando por sentir que não me queria perder. Um olhar apaixonado.
É essa a imagem que ainda carrego. A última esperança que não permite que morras para mim e a razão que me impede a acção por saber que as imagens não são reais.
Enquanto isso os segundos demoram horas a passar e eu não me consigo concentrar na frequência de Estatística.
Em suma: estou estatisticamente imobilizado
Tremi só de ver o teu sinal. Queria ir falar contigo, mas não fui capaz. Ir falar contigo leva-me a pensamentos surreais expresso em imagens de um sorriso rasgado e um olho brilhando por sentir que não me queria perder. Um olhar apaixonado.
É essa a imagem que ainda carrego. A última esperança que não permite que morras para mim e a razão que me impede a acção por saber que as imagens não são reais.
Enquanto isso os segundos demoram horas a passar e eu não me consigo concentrar na frequência de Estatística.
Em suma: estou estatisticamente imobilizado
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
It's not easy
Rasga-me o coração a atitude tomada.
Saber que é o melhor, mas que não é fruto da vontade.
É o cortar amarras esperando que lhe pegues nas pontas.
O sentir que não sentes, a ordem no caos.
É a desilusão, a tristeza fulminante que ofusca a visão e confunde os sentidos.
É a dor e a determinação em ultrapassar esse ardor.
É a tristeza apoderar-se do espírito, a mágoa a preencher o coração.
É o amor. . . A merda do amor.
Saber que é o melhor, mas que não é fruto da vontade.
É o cortar amarras esperando que lhe pegues nas pontas.
O sentir que não sentes, a ordem no caos.
É a desilusão, a tristeza fulminante que ofusca a visão e confunde os sentidos.
É a dor e a determinação em ultrapassar esse ardor.
É a tristeza apoderar-se do espírito, a mágoa a preencher o coração.
É o amor. . . A merda do amor.
domingo, 17 de outubro de 2010
A surpresa
... num deambular entre páginas um flash de lucidez invadiu-me o espírito! Sentimento antagónico com o ex-ante, que transbordam um sorriso maroto no rosto.
A sensação satisfaz-me.
A sensação satisfaz-me.
23
Um processo de ajustamento iniciado anteriormente encontra-se num ponto de viragem. Escolhi este ponto como o ínicio da capitulação de algo contínuo, mas diferente. Existem os que estiveram e partiram por opção, outros que partiram porque quiz, e outros que continuaram e/ou vão continuando, ceteris paribus.
3 anos em ajustamentos induzidos pelo querer telúrico que trouxeram agoiros e desvios, mas também sorrisos e lágrimas de contentamento. O caminho faz-se andando e é fulcral que nunca nos esqueçamos daquilo que realmente queremos para nós. Aos que partem, resta-nos desejar-lhes boa viagem; aos que ficam resta-nos cuidar deles mediante o cuidado deles, não fossem as relações interdependentes.
Cortei amarras, virei a página, continuei andando (por vezes só).
Cai, gritei, chorei e jurei. Todavia, nunca esqueçi. É acolá que quero chegar, e é lá que chegarei.
A página é virada, não fosse eu, não um amor, mas acima de tudo, um guerreiro.
3 anos em ajustamentos induzidos pelo querer telúrico que trouxeram agoiros e desvios, mas também sorrisos e lágrimas de contentamento. O caminho faz-se andando e é fulcral que nunca nos esqueçamos daquilo que realmente queremos para nós. Aos que partem, resta-nos desejar-lhes boa viagem; aos que ficam resta-nos cuidar deles mediante o cuidado deles, não fossem as relações interdependentes.
Cortei amarras, virei a página, continuei andando (por vezes só).
Cai, gritei, chorei e jurei. Todavia, nunca esqueçi. É acolá que quero chegar, e é lá que chegarei.
A página é virada, não fosse eu, não um amor, mas acima de tudo, um guerreiro.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
... existem dias em que queremos fugir para a boémia e pensarmos que somos livres. Uma liberdade solitária, para não ultrapassar os limites, que nos faz esquecer por momentos que estamos presos. Não que a causa desse querer seja o facto de não se querer prender. Pelo contrário. Feliz dia tal acontecimento. O que acontece reside na não reciprocidade de emoções que nos levam a uma guerra connosco.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Acordei.
Embriagado de hormonas o neocortex sofreu interferências. Ao acordar constatei o rídiculo da situação e da minha postura. Afoguei-me em oxiticina enquanto moldava o quotidiano numa segunda dimensão da realidade.
Quando penso no caminho tomado, e todo o percurso desde o dia em que nos conhecemos, um sentimento indizível se apodera de mim, que ao recorrer às sensações me transtorna o espírito.
Não foste, não és e, como disseste, em termos de expectativas, essas devem ser mantidas baixas. Por mais que tente/tenha tentado mantê-las elevadas chega-se a um certo ponto em que para baixo dessa ténue linha a despersonalização é completa. O desejo de dar um mundo, de mostrar e abrir cada canto da vida, é destruído pela desilusão.
Não vale a pena continuar embebido em ilusões românticas da crua realidade. Os factos não se negam, a utopia cega! - estupefação
Como estou? O que sinto?
Não sei. A apatia tomou conta de mim num pensamento estático que não foge.
Desilusão? Tristeza? Dor?
Que sinta os que têm pavor.
Não sei...
É verdade que desejo, mas também é verdade a sensação de ferida, e dessa não quero eu mais sentir; levando-me à sustentação e abdicação, pois a esperança morreu em vão.
Embriagado de hormonas o neocortex sofreu interferências. Ao acordar constatei o rídiculo da situação e da minha postura. Afoguei-me em oxiticina enquanto moldava o quotidiano numa segunda dimensão da realidade.
Quando penso no caminho tomado, e todo o percurso desde o dia em que nos conhecemos, um sentimento indizível se apodera de mim, que ao recorrer às sensações me transtorna o espírito.
Não foste, não és e, como disseste, em termos de expectativas, essas devem ser mantidas baixas. Por mais que tente/tenha tentado mantê-las elevadas chega-se a um certo ponto em que para baixo dessa ténue linha a despersonalização é completa. O desejo de dar um mundo, de mostrar e abrir cada canto da vida, é destruído pela desilusão.
Não vale a pena continuar embebido em ilusões românticas da crua realidade. Os factos não se negam, a utopia cega! - estupefação
Como estou? O que sinto?
Não sei. A apatia tomou conta de mim num pensamento estático que não foge.
Desilusão? Tristeza? Dor?
Que sinta os que têm pavor.
Não sei...
É verdade que desejo, mas também é verdade a sensação de ferida, e dessa não quero eu mais sentir; levando-me à sustentação e abdicação, pois a esperança morreu em vão.
Vagas de racionalismo crónico que transpiram a calma e percorrem o meu corpo. Mudanças dinâmicas de pensamento que me conduzem a estados sustentos em constatações irrisórias da realidade circundante. Um não querer contínuo que me seduz para um equilíbrio composto de desequilíbrios e onde o que sinto se resume a puros estados estáticos.
O quotidiano é composto de variáveis aleatórias e outras que de exógenas a endógenas passariam não fossem as circunstâncias e os timmings errados.
Não, não quero a ilusão momentânea e a dor da não correspondência. Aquilo que escondido tinha e nú se encontra é agarrado pelas duas mãos apertadas e comprimido até à sua desintegração atómica. Assim o quero, assim o farei!
O quotidiano é composto de variáveis aleatórias e outras que de exógenas a endógenas passariam não fossem as circunstâncias e os timmings errados.
Não, não quero a ilusão momentânea e a dor da não correspondência. Aquilo que escondido tinha e nú se encontra é agarrado pelas duas mãos apertadas e comprimido até à sua desintegração atómica. Assim o quero, assim o farei!
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