quarta-feira, 3 de abril de 2013

Eu não te desejo mal, mas o não poder fez-me não querer. Olho em redor e a instabilidade é a ordem do caos. São as obrigações, os créditos morais aos progenitores, o apoio exigido no momento em que mais precisam. É o meu pai com prazo de validade, é a minha mãe a decair mentalmente, é o avô a ser suportado pelo pai e pela mãe. É o trabalho, que amo e odeio. É a quebra de expectativa, antagónica a tudo que tinha sido pensado. O caos é a constante presença neste momento. Não consigo dedicar-me a ti, não consigo ser o suporte, a garantia. Não consigo! Quero paz, que nesta contínua instabilidade, começo a encontrar. Não é tempo de amar.

segunda-feira, 18 de março de 2013

cheio de nada, o cérebro está a mil. I don't care if it hurts I wanna have control I wanna a perfect body I wanna a perfect soul

quarta-feira, 6 de março de 2013

... como em tudo o que vejo, ouço, cheiro, provo e sinto, darei a nós uma pitada de lógica e racionalidade. Repudio o vinho do hipotálamo que nos deixa embriagado. Repudio o fumo que a imaginação tende a criar dissipando a realidade. Quero saber porquê, de que forma e em que medida o teu ser significa para mim. Quero que o tempo, no seu processo contínuo, dê as respostas que naturalmente ouvirei, verei, cheirarei, provarei e sentirei (...) porque não é a relação que amar quero, mas sim a ti.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Migas forever mood is dead!

Dou conta que a adolescência fervilhante dos contatos com o mundo é algo que morreu. Tudo se encontra calmo, recto, com um mundo bem definido entre as pessoas que gosto e quero dar. A socialização continua, mas de forma fria sem que novos contatos borbulhem como outrora borbulhavam. Perguntei se era esquisitice minha e responderam-me que a isso se chama envelhecer, e que não sou o único que simplesmente não tem mais paciência para se dar com tudo e todos. O momento em que escolhemos as pessoas que queremos estar e lidamos já tinha chegado e nem eu próprio reparei porque tudo se mantinha constante. Transpondo isso para as relações do eu com um tu, constato que preciso de alguém nesse mesmo estado e que lidar com o aparecimento de nova gente de forma contínua não me transmite tranquilidade. O irónico é que não me sinto inseguro, como dantes sentia, e nem essa é a questão porque a moral é patente. O irónico é que simplesmente não quero estar com alguém onde nunca saiba o que acontecerá amanhã.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Os que não entendem isto, jamais conseguirão! Em tudo, se resumem a escolhas. Intrinsecamente é presente um receio, a sensação de conhecem todas as nossas fraquezas, todos os nossos defeitos, e por isso criamos imagens, por isso muitas vezes tentamos não ser quem somos. A experiência demonstrou-me que isso é um erro, erro que não quero voltar a cometer. Se doer, que doa por tentar.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

não sei bem como, mas tenho de aprender a lidar com isso, ceteris paribus.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Regras exógenas

Olho para trás e penso quantas foram as vezes em que calei, com recurso à compreensão, aquilo que não me agradava ou me incomodava. Era o princípio do bem comum e da não ingerência em opções pessoais. O objetivo era o longo prazo, e esse nunca chegou. Agora, e de novo, reparo-me com alterações do quotidiano e reparo-me com um nós, só que desta vez, não me posso esquecer, que as circunstâncias não são as mesmas, a idade não é a mesma, as responsabilidades não são as mesmas, e aqui, neste pequeno pedaço, não basta à mulher de César ser, é preciso parecer. Sendo assim, desta vez, por mais que até queira calar, por mais que queira assumir uma atitude estoica face a esses acontecimentos, não posso ficar calado, não posso perder a racionalidade perante quem me exige uma atitude madura. não quero, nem posso, perder, a privacidade face ao mundo social; e dentro desses limites balançarei em fio navalha