quarta-feira, 3 de abril de 2013
Eu não te desejo mal, mas o não poder fez-me não querer.
Olho em redor e a instabilidade é a ordem do caos. São as obrigações, os créditos morais aos progenitores, o apoio exigido no momento em que mais precisam. É o meu pai com prazo de validade, é a minha mãe a decair mentalmente, é o avô a ser suportado pelo pai e pela mãe. É o trabalho, que amo e odeio. É a quebra de expectativa, antagónica a tudo que tinha sido pensado.
O caos é a constante presença neste momento.
Não consigo dedicar-me a ti, não consigo ser o suporte, a garantia. Não consigo!
Quero paz, que nesta contínua instabilidade, começo a encontrar.
Não é tempo de amar.
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