segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

São tempos de indefinição.
Continuamente percorro as ruas perdido no quotidiano e na monotonia que busca algo mais. O presente é estático, o futuro dinâmico. Equilíbrios em fio-navalha que interrompem o que de estocástico deveria ser.
Não me sinto. Não penso! O cansaço apodera-se nesses momentos e o quotidiano pula regressando ao seu estado puro.


...



Não sabendo, o virar de ano, trará o querer de saber. Até lá repouso na monotonia do quotidiano contextual.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Existe uma sensação de conforto que se instala pelos cantos do meu corpo.
Uma tranquilidade sorridente e calma que transporta a tua imagem.
O caos torna-se complacente com o estado de alma e deixa-me descansar, e interpelando o tempo questiono se os períodos não se sobrepuseram, numa espécie de realidade paralela. Afinal, a cumplicidade mantém-se, o sorriso continua o mesmo e o hipotálamo reage da mesma forma, construindo, ao longo do tempo, pilares que reconfortam a alma e esboçam o sorriso.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não te vejo nem vi. Senti!
Os poros da pele dilatados induzem a vontade de mais; as acções desprovidas de lógica e estratagemas induzem a prudência; os risos a vontade que se gera no meio; os ciúmes à inveja de não fundirmos os corpos; a escrita talvez o modo menos racional de tentativa de insurreição e actividade menos passional.
Só a mente para desejar o profundo, a loucura de possuir e de sentir o corpo colado a outro; a brutidão com que se joga a pessoa contra algo, consumindo desenfreadamente e sem controlo cada gota de energia. A apoteose do carnal até à exaustão dos corpos, onde depois de esgotados os afagos regeneram…


Hipótese: “Tudo isso é regulado pelo hipotálamo em relação ao cérebro emocional, sem que o neocórtex possa interferir para ajudar a compreender o que se passa”"





algures perdido no espaço e no tempo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Amor é algo puro, autêntico.
Uma dedicação contínua e dinâmica nos quotidianos rotineiros.
É a perfeição do esforço em ser perfeito.
O cuidar, respeitar.

Amor é algo único, indizível.
Uma contrariedade de emoções descontroladas que afrontam a razão.
É a fraqueza fortalecedora que desfaz os orgulhos.
O respeitar, cuidar.

Amor é amor.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

... e a partir daqui algo muda!

sábado, 30 de outubro de 2010

A mil

A mil deambulei por entre as ruas, avenidas e marginais.
Corri o mundo num espaço ambíguo entre cenários (sur)realistas, onde as hipóteses corriam e escorriam num instrumentalismo que é ontologicamente errado. Mas quis! As constatações positivas, mesmo sendo fruto de correlações lineares negativas, trazem o sorriso e a satisfação como uma espécie de Segundo Óptimo de Pareto. (Sejamos práticos e valorizemos o que de positivo há!).
Contudo...

Contudo...


Paralela, intercalada, e dinamicamente a outra parte do eu, para além do enfeito side, (oh quão útil é a máxima de Gil Vicente); esse eu ...

Bem ...

Esse eu, e sejamos francos na fragilidade do presente, evitando as negações, não falsas ou verdadeiras, mas sim inúteis ou úteis; esse eu anseia, deseja, quer, e grita pela presença do verdadeiro contraponto da balança.

(...)

Não sendo o que queria, era o que me completava.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

... a dor imobiliza-me e impede-me de agir. Não consigo ir falar, não consigo convidar-te, não consigo estar por acção minha. Preciso de ti, preciso que fales, que convides, que estejas. Só assim conseguirei mover-me. Sinto o corpo rasgado em sangue e isso impede-me de agir, por mais que até o queira.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Concretamente

Concretamente.
Tremi só de ver o teu sinal. Queria ir falar contigo, mas não fui capaz. Ir falar contigo leva-me a pensamentos surreais expresso em imagens de um sorriso rasgado e um olho brilhando por sentir que não me queria perder. Um olhar apaixonado.
É essa a imagem que ainda carrego. A última esperança que não permite que morras para mim e a razão que me impede a acção por saber que as imagens não são reais.
Enquanto isso os segundos demoram horas a passar e eu não me consigo concentrar na frequência de Estatística.
Em suma: estou estatisticamente imobilizado

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Independentemente de não estar ao pé de ti, estou e estarei contigo.
Quando a noite te assustar e te sentires desprotegido, não exites em pedir-me um abraço pois dar-to-lo-ei sentido.


"suspiro"
... tudo se mantém constante. O amor não sumiu, o ódio não surgiu e o desejo não desapareceu.
A esperança não morreu, o tempo apenas parou.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

It's not easy

Rasga-me o coração a atitude tomada.
Saber que é o melhor, mas que não é fruto da vontade.
É o cortar amarras esperando que lhe pegues nas pontas.
O sentir que não sentes, a ordem no caos.
É a desilusão, a tristeza fulminante que ofusca a visão e confunde os sentidos.
É a dor e a determinação em ultrapassar esse ardor.
É a tristeza apoderar-se do espírito, a mágoa a preencher o coração.
É o amor. . . A merda do amor.

domingo, 17 de outubro de 2010

A surpresa

... num deambular entre páginas um flash de lucidez invadiu-me o espírito! Sentimento antagónico com o ex-ante, que transbordam um sorriso maroto no rosto.
A sensação satisfaz-me.

23

Um processo de ajustamento iniciado anteriormente encontra-se num ponto de viragem. Escolhi este ponto como o ínicio da capitulação de algo contínuo, mas diferente. Existem os que estiveram e partiram por opção, outros que partiram porque quiz, e outros que continuaram e/ou vão continuando, ceteris paribus.
3 anos em ajustamentos induzidos pelo querer telúrico que trouxeram agoiros e desvios, mas também sorrisos e lágrimas de contentamento. O caminho faz-se andando e é fulcral que nunca nos esqueçamos daquilo que realmente queremos para nós. Aos que partem, resta-nos desejar-lhes boa viagem; aos que ficam resta-nos cuidar deles mediante o cuidado deles, não fossem as relações interdependentes.
Cortei amarras, virei a página, continuei andando (por vezes só).
Cai, gritei, chorei e jurei. Todavia, nunca esqueçi. É acolá que quero chegar, e é lá que chegarei.
A página é virada, não fosse eu, não um amor, mas acima de tudo, um guerreiro.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

... existem dias em que queremos fugir para a boémia e pensarmos que somos livres. Uma liberdade solitária, para não ultrapassar os limites, que nos faz esquecer por momentos que estamos presos. Não que a causa desse querer seja o facto de não se querer prender. Pelo contrário. Feliz dia tal acontecimento. O que acontece reside na não reciprocidade de emoções que nos levam a uma guerra connosco.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

anseio a protecção do teu abraço, o carinho do teu toque, o amor dos teus lábios. Mas não é tempo de ansiar pelo que poderás dar. Agora, neste tempo contínuo, é o meu abraço a protecção, o meu toque o carinho, os meus lábios o amor.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Acordei.
Embriagado de hormonas o neocortex sofreu interferências. Ao acordar constatei o rídiculo da situação e da minha postura. Afoguei-me em oxiticina enquanto moldava o quotidiano numa segunda dimensão da realidade.
Quando penso no caminho tomado, e todo o percurso desde o dia em que nos conhecemos, um sentimento indizível se apodera de mim, que ao recorrer às sensações me transtorna o espírito.
Não foste, não és e, como disseste, em termos de expectativas, essas devem ser mantidas baixas. Por mais que tente/tenha tentado mantê-las elevadas chega-se a um certo ponto em que para baixo dessa ténue linha a despersonalização é completa. O desejo de dar um mundo, de mostrar e abrir cada canto da vida, é destruído pela desilusão.
Não vale a pena continuar embebido em ilusões românticas da crua realidade. Os factos não se negam, a utopia cega! - estupefação
Como estou? O que sinto?
Não sei. A apatia tomou conta de mim num pensamento estático que não foge.
Desilusão? Tristeza? Dor?
Que sinta os que têm pavor.
Não sei...
É verdade que desejo, mas também é verdade a sensação de ferida, e dessa não quero eu mais sentir; levando-me à sustentação e abdicação, pois a esperança morreu em vão.
Vagas de racionalismo crónico que transpiram a calma e percorrem o meu corpo. Mudanças dinâmicas de pensamento que me conduzem a estados sustentos em constatações irrisórias da realidade circundante. Um não querer contínuo que me seduz para um equilíbrio composto de desequilíbrios e onde o que sinto se resume a puros estados estáticos.
O quotidiano é composto de variáveis aleatórias e outras que de exógenas a endógenas passariam não fossem as circunstâncias e os timmings errados.
Não, não quero a ilusão momentânea e a dor da não correspondência. Aquilo que escondido tinha e nú se encontra é agarrado pelas duas mãos apertadas e comprimido até à sua desintegração atómica. Assim o quero, assim o farei!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

... dás-me a força de enfrentar o mundo transposto num princípio de uma legislação universal!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O receio não me amedronta. São as mil sensações que me despersonalizam! A fluidez natural perdeu-se com a constatação de que a realidade era um sonho. O estado embriagado do meu coração deixava-me em êxtase absoluto e natural e lentamente abria o peito às sensações exógenas.
Abri e elas entraram.
Em forma de elipse bombardearam cada pequeno recanto do coração transpondo-se num sorriso constante e nuns olhos que brilhavam. Senti tudo naquele momento em que nada sentiste, onde vi a entrega embriagada incapaz de negar.
Fugi e fugindo não te quis perder regressando nu como partira.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estou preso

Quanto mais preso estou, mais tento me despegar, e quanto mais tento me despegar, mais constato que preso estou...

segunda-feira, 15 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

Ensaio sobre não sei bem o quê

Inúmeras questões barrem-me o pensamento oriundas de um presente quotidiano fundado em empatia. Continuamente procuro respostas às interrogações que no dia-a-dia surgem aquando a tua presença, onde acontecimentos banais se tornam especiais, visto serem desprovidos de razões latentes ou interesses subjacentes. Ao longo dos últimos tempos esse quotidiano amarra acções sem lógica aparente levando-me à normatividade das coisas.
É impossível não pensar nos quês, visto serem motores do desenvolvimento e de me amarrarem a algo que não compreendo ao certo. Em primeira instância apostaria como causa um excesso de oxiticinas (!), contudo aceitar essa premissa leva-me ao campo das motivações das mesmas esboçando conclusões a quais recuso-as pela sua ilegalidade. Dessa forma, vou procurando os diferentes campos de opções válidas na ânsia de respostas ao presente quotidiano que profundamente tenho querido viver, mas da mesma forma que os vivo, questiono-as de forma a encontrar o caminho certo.
Estou preso à incompreensibilidade de amarras, que não seguem um padrão lógico, de tal forma indizível que aquando o confronto de ideias, em vez do maquiavelismo comum, sigo um exponencialismo correlativamente negativo, do meu ponto de vista único e pessoal sem nada em torno, e isso sim, corrói-me a mente na procura de respostas.
Não existe emoção, apenas razão à procura de possíveis movimentos de Pareto.

terça-feira, 2 de março de 2010

I dreamed a dream

Sonhos, utopias.
Meras fantasias!

Sem palavras e sem tristezas constatam-se pequenos pormenores que marcam a diferença.
Por momentos sonhei com um sonho que tive de pequenos e difusos contornos onde apenas deixáva que acontecimentos rolassem em pequenos fragmentos dum todo realista.
Não! Não é tristeza pagã! É simplesmente uma mistura de pensamentos...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Lentamente o cigarro derrete nas minhas mãos enquanto saboreio os últimos tragos do mesmo, enquanto procuro perdido na lógica alguma forma de limar certas arestas. Não gosto da generalidade do presente, salvo algumas boas excepções de um passado recente que me fazem questionar e pensar o quão agradável podem ser pequenos minutos, curtos comparando com a imensidão do tempo; é desgastante a necessidade e o querer de mudança sem que consiga encontrar um caminho lógico e que minimize os custos.
O cansaço apodera-se da mente e do corpo, ceteris paribus. Fecho os olhos, respiro fundo e continuamente procuro respostas coerentes sem que coloque em causa os que mais estimo (apesar de não o dizer) e que dessa forma não perca o sentido das coisas.
Em suma, Cansaço por quê? / É uma sensação abstrata / Da vida concreta.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Utopia




I'm wired to the world
That's how I know everything
I'm super brain
That's how they made me"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

... calorosa é a voz que transpira ternura e que cria desejo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Preciso de Férias




"Don't stop moving, you must keep on going
don't you stop believing, you should go on dreaming
Don't stop moving, you must keep on going
don't you stop believing,
'cause it's people like you that make the world go..."



Le mon était c'est moi...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tu!

Rotinas planeadas, tranquilizadoras de espírito, que vêm. Era suposto serem acontecimentos lineares, previstos e planeados, dos do género econométrico! Contudo, faltaram variáveis entre as quais a tua... tua... enfim, a nossa!
Seriam bolhas especulativas?! - estarei a ser hiperbólico?
Como contrariar uma consciência antagónica do presente?! - serás o meu ponto fraco?
Em suma, e muito mais importante, qual o mais justo? - amarras!
Decisões de influências, derivadas de componentes genéticas, que se tornam poder.