segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Acordei.
Embriagado de hormonas o neocortex sofreu interferências. Ao acordar constatei o rídiculo da situação e da minha postura. Afoguei-me em oxiticina enquanto moldava o quotidiano numa segunda dimensão da realidade.
Quando penso no caminho tomado, e todo o percurso desde o dia em que nos conhecemos, um sentimento indizível se apodera de mim, que ao recorrer às sensações me transtorna o espírito.
Não foste, não és e, como disseste, em termos de expectativas, essas devem ser mantidas baixas. Por mais que tente/tenha tentado mantê-las elevadas chega-se a um certo ponto em que para baixo dessa ténue linha a despersonalização é completa. O desejo de dar um mundo, de mostrar e abrir cada canto da vida, é destruído pela desilusão.
Não vale a pena continuar embebido em ilusões românticas da crua realidade. Os factos não se negam, a utopia cega! - estupefação
Como estou? O que sinto?
Não sei. A apatia tomou conta de mim num pensamento estático que não foge.
Desilusão? Tristeza? Dor?
Que sinta os que têm pavor.
Não sei...
É verdade que desejo, mas também é verdade a sensação de ferida, e dessa não quero eu mais sentir; levando-me à sustentação e abdicação, pois a esperança morreu em vão.

Sem comentários:

Enviar um comentário