quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Migas forever mood is dead!
Dou conta que a adolescência fervilhante dos contatos com o mundo é algo que morreu.
Tudo se encontra calmo, recto, com um mundo bem definido entre as pessoas que gosto e quero dar. A socialização continua, mas de forma fria sem que novos contatos borbulhem como outrora borbulhavam.
Perguntei se era esquisitice minha e responderam-me que a isso se chama envelhecer, e que não sou o único que simplesmente não tem mais paciência para se dar com tudo e todos. O momento em que escolhemos as pessoas que queremos estar e lidamos já tinha chegado e nem eu próprio reparei porque tudo se mantinha constante.
Transpondo isso para as relações do eu com um tu, constato que preciso de alguém nesse mesmo estado e que lidar com o aparecimento de nova gente de forma contínua não me transmite tranquilidade. O irónico é que não me sinto inseguro, como dantes sentia, e nem essa é a questão porque a moral é patente. O irónico é que simplesmente não quero estar com alguém onde nunca saiba o que acontecerá amanhã.
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