Os tempos correm num deambular desapegado da realidade num cocktail de realidades ilusórias transpostas em linhas contidas com palavras ambiguas, vazias e opacas sem sons sem que tenha certeza das mensagens que carregam.Fantasmas que isolam o cerne da questão, evitando a lucidez, contagiam-me dos mais balofos pensamentos, ditos bonitos. E o tempo passa sem que as imagens se desfaçam e o corpo vaguea nú nas ruas da cidade procurando pelo bocado perdido em tempos, negando as evidências que o pensamento transmite ao corpo.
Taquicardia que se apodera, singelidades transpostas em palavras, palavras essas que até a mim próprio custam a crer na sua autenticidade pela perspectiva transposta em outros. Já quiz a fusão e a troca de energias, a tal ponto que quando vi as muralhas de Jericó tinham ruído ao som das trompetes que ecoavam no peito, e no final, quando ao acordar vejo a cidade despida de sua forteleza vejo que ela não é mais a mesma, tentando em última instancia atingir um segundo óptimo de Pareto.
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