Doce e singela Deusa Venusiana,
Que Vos chamais *****.
Adorada donzela,
Que navega à vela,
Por este mar esquartejante.
Sois singela por Natureza,
E estais entre as mais belas.
Sois cobiçada por todos,
Mas todos não vos conseguem.
Eu já sonhara em possuir-vos,
Vénus terrestre, Vénus celeste.
Já eu próprio sonhara com Vós,
E idealizara o que vira do agreste.
Mas sonhos mais não trago,
Óh bela e singela.
Óh bela...Sonhos? Ideologias?
Não passam de fantasias,
De meras utopias,
Criadas pelos Homens,
Que na sua eterna simpatia,
Buscam o que é inatingível.
Para quê possibilitar o sonho impossível?
Para quê amar infinitamente,
O que é perdível?
Não me toqueis doce e bela,
Pois em Vós não acreditarei.
Não me tragais sonhos,
Pois esses não mais acreditarei.
Todavia, continuo olhando para Vós,
Doce e bela deusa guerreira.
Sonhando os sonhos que sonhara outrora,
Para os queimar junto da feitiçeira.
Que nada Átropos nos tire?
Que vale nossos esforços perante Minos?
Não passemos de meros germinios,
Deste imenso vale de exterminio.
"cousa perdida" algures em 2005
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