domingo, 14 de dezembro de 2008

Órfeu

Tanta máscara que estou a ver,
Tantas pessoas que deixam de ser,
Apenas para satisfazer,
Por causa de um parecer,
Que possam fazer.

Tanto ódio, quando podia simplesmente haver amor,
Deixando de lado a dor,
Que é de ter de finjir por causa do superior.
Tanta falsidade por causa
De uma medíocre sociedade,
Que não permite que a verdade,
Venha ao que é ideal.

Tanta guerra,
Tanto ódio,
Tanta discriminação
Por causa da razão,
Que teima em abafar o coração.

Ah, ambígua e ilusória liberdade,
Defendida pela democracia,
Que tem como base a hipocrisia.
Tanta gente maltratada,
Que simplesmente se vê abafada.
Tanta gente mutilada,
Quando simplesmente queria ver-se amada.

Impregnam sanções,
Aos que tem corações,
E chamam de repugnantes,
Aos que tem comportamentos desviantes.

Mas quem somos nós para julgar,
Quando está em causa o amar,
E consequentemente o partilhar?

Quem somos nós perante Minos?
Quem somos nós para julgar?
Sabes que mais? Estou-me a cagar,
Para o que possas julgar!

"cousa perdida" algures em 2005

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