terça-feira, 20 de outubro de 2009

A melhor maneira de lidar com os outros é tomá-los por aquilo que eles acham que são e deixá-los em paz

António Lobo Antunes

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"Cuidar de mim"

Os tempos correm num deambular desapegado da realidade num cocktail de realidades ilusórias transpostas em linhas contidas com palavras ambiguas, vazias e opacas sem sons sem que tenha certeza das mensagens que carregam.
Fantasmas que isolam o cerne da questão, evitando a lucidez, contagiam-me dos mais balofos pensamentos, ditos bonitos. E o tempo passa sem que as imagens se desfaçam e o corpo vaguea nú nas ruas da cidade procurando pelo bocado perdido em tempos, negando as evidências que o pensamento transmite ao corpo.
Taquicardia que se apodera, singelidades transpostas em palavras, palavras essas que até a mim próprio custam a crer na sua autenticidade pela perspectiva transposta em outros. Já quiz a fusão e a troca de energias, a tal ponto que quando vi as muralhas de Jericó tinham ruído ao som das trompetes que ecoavam no peito, e no final, quando ao acordar vejo a cidade despida de sua forteleza vejo que ela não é mais a mesma, tentando em última instancia atingir um segundo óptimo de Pareto.

sábado, 3 de outubro de 2009

More than ever

Linhas contínuas que continuamente talhava em pontos e vírgulas desconectados de mim, num deambular fugitivo de sombras escorregadias, que de noita caiam sobre a mente abraçando-me e sufocando-me.
Batalhas fugidas e outras travadas em busca de equilíbrios de longo prazo sem recorrer a estabilizadores automáticos, transpostos em preces amedrontadas.
O virar da página e o desconhecido.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

História (in)terminável

Interjeições balofas que bombardearam a mente transformando o que de calmo havia em algo turbulento. Pressões atmosféricas dum cosmo passado balanceavam entre o íntimo e o exterior impedindo as acções levadas a cabo se formassem em bolhas d’água cristalina. Foi o caos submerso em mim transposto em linhas difusas provocando mutações irreconciliáveis.
Por um momento perdi-me nas interjeições e nos receios de um passado longínquo que por vezes ainda me morde e que me sufoca tendo-o transposto para um presente que tão bem vinha sabendo. O tempo apressado, que amarrara e puxara partira-se com tamanha pressão. O caos! O medo! A vergonha! A auto mutilação por uma tomada consciente de tudo o que compunha. O virar da página, num ponto de inflexão de rendimentos marginais decrescentes.
O perdão! A capacidade de regeneração do tempo nas acções e na avaliação dos seres tornaram-se únicos aliados numa batalha com contornos difusos tendo em pano de fundo possíveis movimentos de Pareto que não mais dependem de mim. Uma vez mais, o medo e a tomada consciência naquilo que de correcto deve ser e dos possíveis benefícios subsequentes. O que de telúrico existe pairou na mente em forma de prece para a obtenção de um desejo que delimita toda a função dos passos.
Para cima, para baixo, pontos altos e pontos baixos.
Para a frente, para trás, acelerações e divagações.
Acontecimentos estocásticos escreverão as próximas páginas de uma história enigmática que me auto satisfaz com uma sinceridade latente que já não conhecia.

Relax, breath deeply

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Palavras

Palavras que deslizam em frases que sabem a música, que me deixam sementes de desejo nos recondidos da minha consciência, com aquele toque de eloquência que nos conquista na estética do bem falar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Subtilmente ...

... os olhos resguardam-se no chão perante o som das palavras que ecoam na minha cabeça.

domingo, 23 de agosto de 2009

Sete chaves

Adormecido.
Estados latentes epicuristas que se vinham manifestando estoicamente, sem que me preocupasse, com contornos de tranquilidade onde o espaço e o tempo se perdiam no dia-a-dia até ao presente. A sete chaves fechado em mim mesmo ao som daquele reggea que me tranquiliza deambulo por entre vales e montes, num centro geodésico, na companhia dos mais próximos. Sem contacto com o exterior, refugiei-me na balofa corrente parada em que mergulhava num acto egoísta. Era apenas eu e eu que boiava ali tendo como pano de fundo um sol de trinta e tal graus! Contudo, em pequenos fragmentos sonhava querendo partilhar aquilo que era só meu contrariando todas as teses; afinal não tinha desaparecido aquilo que repudiava. Afinal cada pequena partícula que me compunha apenas se encontrava adormecida num estoicismo consciente sem que permitisse quaisquer incómodos. Turbilhões de imagens, analogias, metáforas e analepses corroiem a tranquilidade. A caixa de Pandora abriu-se e perdi as sete chaves que tão bem tinha guardado.