domingo, 17 de outubro de 2010

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Um processo de ajustamento iniciado anteriormente encontra-se num ponto de viragem. Escolhi este ponto como o ínicio da capitulação de algo contínuo, mas diferente. Existem os que estiveram e partiram por opção, outros que partiram porque quiz, e outros que continuaram e/ou vão continuando, ceteris paribus.
3 anos em ajustamentos induzidos pelo querer telúrico que trouxeram agoiros e desvios, mas também sorrisos e lágrimas de contentamento. O caminho faz-se andando e é fulcral que nunca nos esqueçamos daquilo que realmente queremos para nós. Aos que partem, resta-nos desejar-lhes boa viagem; aos que ficam resta-nos cuidar deles mediante o cuidado deles, não fossem as relações interdependentes.
Cortei amarras, virei a página, continuei andando (por vezes só).
Cai, gritei, chorei e jurei. Todavia, nunca esqueçi. É acolá que quero chegar, e é lá que chegarei.
A página é virada, não fosse eu, não um amor, mas acima de tudo, um guerreiro.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

... existem dias em que queremos fugir para a boémia e pensarmos que somos livres. Uma liberdade solitária, para não ultrapassar os limites, que nos faz esquecer por momentos que estamos presos. Não que a causa desse querer seja o facto de não se querer prender. Pelo contrário. Feliz dia tal acontecimento. O que acontece reside na não reciprocidade de emoções que nos levam a uma guerra connosco.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

anseio a protecção do teu abraço, o carinho do teu toque, o amor dos teus lábios. Mas não é tempo de ansiar pelo que poderás dar. Agora, neste tempo contínuo, é o meu abraço a protecção, o meu toque o carinho, os meus lábios o amor.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Acordei.
Embriagado de hormonas o neocortex sofreu interferências. Ao acordar constatei o rídiculo da situação e da minha postura. Afoguei-me em oxiticina enquanto moldava o quotidiano numa segunda dimensão da realidade.
Quando penso no caminho tomado, e todo o percurso desde o dia em que nos conhecemos, um sentimento indizível se apodera de mim, que ao recorrer às sensações me transtorna o espírito.
Não foste, não és e, como disseste, em termos de expectativas, essas devem ser mantidas baixas. Por mais que tente/tenha tentado mantê-las elevadas chega-se a um certo ponto em que para baixo dessa ténue linha a despersonalização é completa. O desejo de dar um mundo, de mostrar e abrir cada canto da vida, é destruído pela desilusão.
Não vale a pena continuar embebido em ilusões românticas da crua realidade. Os factos não se negam, a utopia cega! - estupefação
Como estou? O que sinto?
Não sei. A apatia tomou conta de mim num pensamento estático que não foge.
Desilusão? Tristeza? Dor?
Que sinta os que têm pavor.
Não sei...
É verdade que desejo, mas também é verdade a sensação de ferida, e dessa não quero eu mais sentir; levando-me à sustentação e abdicação, pois a esperança morreu em vão.
Vagas de racionalismo crónico que transpiram a calma e percorrem o meu corpo. Mudanças dinâmicas de pensamento que me conduzem a estados sustentos em constatações irrisórias da realidade circundante. Um não querer contínuo que me seduz para um equilíbrio composto de desequilíbrios e onde o que sinto se resume a puros estados estáticos.
O quotidiano é composto de variáveis aleatórias e outras que de exógenas a endógenas passariam não fossem as circunstâncias e os timmings errados.
Não, não quero a ilusão momentânea e a dor da não correspondência. Aquilo que escondido tinha e nú se encontra é agarrado pelas duas mãos apertadas e comprimido até à sua desintegração atómica. Assim o quero, assim o farei!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

... dás-me a força de enfrentar o mundo transposto num princípio de uma legislação universal!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O receio não me amedronta. São as mil sensações que me despersonalizam! A fluidez natural perdeu-se com a constatação de que a realidade era um sonho. O estado embriagado do meu coração deixava-me em êxtase absoluto e natural e lentamente abria o peito às sensações exógenas.
Abri e elas entraram.
Em forma de elipse bombardearam cada pequeno recanto do coração transpondo-se num sorriso constante e nuns olhos que brilhavam. Senti tudo naquele momento em que nada sentiste, onde vi a entrega embriagada incapaz de negar.
Fugi e fugindo não te quis perder regressando nu como partira.