quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Migas forever mood is dead!
Dou conta que a adolescência fervilhante dos contatos com o mundo é algo que morreu.
Tudo se encontra calmo, recto, com um mundo bem definido entre as pessoas que gosto e quero dar. A socialização continua, mas de forma fria sem que novos contatos borbulhem como outrora borbulhavam.
Perguntei se era esquisitice minha e responderam-me que a isso se chama envelhecer, e que não sou o único que simplesmente não tem mais paciência para se dar com tudo e todos. O momento em que escolhemos as pessoas que queremos estar e lidamos já tinha chegado e nem eu próprio reparei porque tudo se mantinha constante.
Transpondo isso para as relações do eu com um tu, constato que preciso de alguém nesse mesmo estado e que lidar com o aparecimento de nova gente de forma contínua não me transmite tranquilidade. O irónico é que não me sinto inseguro, como dantes sentia, e nem essa é a questão porque a moral é patente. O irónico é que simplesmente não quero estar com alguém onde nunca saiba o que acontecerá amanhã.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Os que não entendem isto, jamais conseguirão!
Em tudo, se resumem a escolhas. Intrinsecamente é presente um receio, a sensação de conhecem todas as nossas fraquezas, todos os nossos defeitos, e por isso criamos imagens, por isso muitas vezes tentamos não ser quem somos. A experiência demonstrou-me que isso é um erro, erro que não quero voltar a cometer.
Se doer, que doa por tentar.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Regras exógenas
Olho para trás e penso quantas foram as vezes em que calei, com recurso à compreensão, aquilo que não me agradava ou me incomodava. Era o princípio do bem comum e da não ingerência em opções pessoais. O objetivo era o longo prazo, e esse nunca chegou.
Agora, e de novo, reparo-me com alterações do quotidiano e reparo-me com um nós, só que desta vez, não me posso esquecer, que as circunstâncias não são as mesmas, a idade não é a mesma, as responsabilidades não são as mesmas, e aqui, neste pequeno pedaço, não basta à mulher de César ser, é preciso parecer.
Sendo assim, desta vez, por mais que até queira calar, por mais que queira assumir uma atitude estoica face a esses acontecimentos, não posso ficar calado, não posso perder a racionalidade perante quem me exige uma atitude madura.
não quero, nem posso, perder, a privacidade face ao mundo social; e dentro desses limites balançarei em fio navalha
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
(...) but it's about honor playing symphony's value! (...)
So, I must to leave Paris. I rather to be alone close to the ocean than alone in Paris. Paris weakens me. Ocean strengthen me. (...) I could hate you, but I don't. I must not and even if for one second i thought that, i would kill that feeling. (...) why? because (...) I'm just tired of wars. There's a lot of war on human nature, and I refuse to lose hope and faith on them. (...)
That I can't lose, as also my honor.
domingo, 30 de setembro de 2012
Quotidiano
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Toda a mudança, contrária às expectativas, racionaliza o meu espaço circundante. Ceteris paribus, poderei construir algo mais. Todavia, mudanças de impõem em rotinas passadas e tomada de consciencialização pairam na mente.
Mas não é disso que quero que sintam a ler. Quero falar de algo mais. De algo indizível, quase telúrico, que nos tempos que correm vem poisando, não na mente, mas no coração.
São anos de convivência, a recordação de um Verão em que algo bateu, mas algo que foi abafado. Racionalmente existiam as condições, excepto a premissa principal. Abstendo-me, troquei-te por algo concreto e lúcido; pelo menos assim o pensava!
Os tempos passaram, os ventos mudaram e de lá dos Pirinéus retornei.
Aqui fiquei!
Não quiz, não desejei, mas tive. Foi então que algo se abateu.
A tranquilidade do quotidiano até que é agradável. É um bater os pés no chão e constatar que temos a opção de nos adaptarmos.
Já que aqui estou, aqui aproveitarei!
E fui aproveitando.
Retomámos a convivência diária, e o carinho (re)surgiu. A premissa principal, tudo indica, que afinal se encontráva lá, eu apenas é que não a quiz ver. Num tempo e espaço perdido constatei que ela era verdadeira e agora isso toca e influencia o ser.
Pela primeira vez decidi sentir quando te tocava. Um pequeno toque de mãos em que a pele mais suave me fazia arrepiar.
Pequenos passos.
Pequenos passos de cada vez em direção ao desconhecido. Talvez esteja a misturar conceitos, ou então talvez não!
Quando olho, quando penso, mil imagens passam pela mente. Um quotidiano dentro da norma, uma cumplicidade que à muito não sentia.
O bom, o bom é o conhecimento mútuo. A sensação de naturalidade com que hajo sem que me preocupe com o que possas pensar. Conheces-me! Conheces-me de uma forma autentica, sincera, incluindo nisso os defeitos das quais não me orgulho, mas da qual mostras compreensão. É a sensação de carinho pelo que somos realmente e não pelo que parecemos. E essa sensação só se adquire com tempos de conhecimento e convivência, cousa que já a temos.
Se for uma mistura de conceitos, que o seja! É boa a sensação, que mesmo podendo ser telúrica, platónica, é tão boa que não a quero perder.
Mas se pensais que ficarei parado estais enganado! Existe uma naturalidade tão latente, uma confiança tão profunda que não sinto medo.
Os números ímpares desapareceram; o quotidiano é calmo, rotineiro e agora entendo determinados conceitos que não compreendia.
to be continued ...
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Inquietude
Quando se criam ligações e o cuidado pelo outro (re)nasce, a sinceridade é o caminho da plenitude. São trilhos que criam amarras, é o criar de um mundo novo, que pelo bater do tempo aproximam o cosmos da Terra. Mas por vezes, explosões atómicas criam forças magnéticas opostas ao objetivo inicial. Aí, em vez de Fénix, é Pandora que renasce.
É o desconhecimento que mais inquieta o espírito. O não encaixar das peças que se identificavam como lógicas!
O meio termo pauta a minha conduta e a compreensão é parte integrante desse meio termo. Mas como compreender o que não se sabe? Como lidar com os fantasmas que (re)nascem dessa parte integrante.
Não quero sentir o desconhecimento na pele.
Maet começa a dar lugar a Montu contra a minha vontade.
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